segunda-feira, 2 de julho de 2012

Luz que fere


Tenho uma lágrima
agridoce e quente
que mente existir
sem nunca escorrer

Tenho um sorriso
aberto e contente
mas sempre ausente
no que atenta devir

Não tenho um amor
como o amor acontece
só me tenho no amor
que a mim enaltece

Não tenho ninguém
pois sou universo
absurdo e dormente
meu único e ausente
presente existir.

Moisés Caciel

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